Nesses tempos em que escândalos de corrupção e desonestidade eclodem pelo mundo todo, é fácil esquecer que a ética jamais esteve nos genes humanos, tem de ser aprendida. O seu oposto, entretanto, parece ter sido praticado desde os tempos mais remotos.
Num túmulo da época da dominação romana, em Cirencester, Inglaterra, foi desenterrada uma lápide com a inscrição latina: I M D BODICACIA CONIUNX VIXIT ANNOS XXVII (em memória de dona Bodicácia, esposa, que viveu 27 anos). Exumado também o corpo, verificou-se que não podia ser da devotada esposa Bodicácia, visto que era o corpo de um homem, de umas centenas de anos posteriores.
Um bárbaro e analfabeto anglo-saxão (como todos os demais anglo-saxões) viu aquela pedra rabiscada dando sopa e resolveu usá-la em seu próprio túmulo. O acaso preservou a prova do furto. Como castigo, o machão passou à posteridade com o delicado nome de Bodicácia.

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