Um menino de apenas 10 anos, Caleb Schwab, morreu decapitado ao descer em um escorrega aquático gigante num parque de diversões de Kansas, EUA. A notícia, já em si horrorosa, torna-se ainda pior quando vemos que tal ocorreu num país que tem a pretensão de ditar regras sobre tudo e mais alguma coisa para o resto do mundo... e impô-las à força. Que se acautelem os que sonham com a Disneylândia e quejandos...
A grande distância que separa o Brasil do Primeiro Mundo desenvolvido, civilizado e democrático.
terça-feira, 9 de agosto de 2016
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
É preciso o gás para poder rir
A Austrália costuma frequentar os primeiros lugares nos índices de desenvolvimento humano; também costuma endossar sem qualquer exame as políticas intervencionistas dos Estados Unidos. Agora, ao que parece, pretende seguir o grande irmão do norte também no que diz respeito à saúde pública e aos direitos humanos.
Num hospital da trepidante Sydney, um bebê morreu quando lhe ministraram gás hilariante, em vez de oxigênio, durante um atendimento de emergência. A mãe do bebê, apesar do gás envolvido, não achou graça alguma; ninguém poderia achar. Outro bebê teve sérios danos cerebrais, pelo mesmo motivo. O hospital afirma que os erros decorreram depois de modificações feitas no fornecimento de gases pelo novo governo liberal. E lamentou muito, assim como lamentou muito a ministra do novo governo. Os bebês, claro, não podem lamentar: um morreu, o outro teve o cérebro destruído.
Por outro lado, a polícia dos Territórios do Norte é extremamente cuidadosa com as crianças: no centro de detenção juvenil, eles encapuzam e amarram os adolescentes, para que eles não façam artes. Na foto, um adolescente de 14 anos, devidamente manietado. Foi tirada de um vídeo que mostra toda a cena; um outro vídeo, mostra o mesmo menino sendo despido à força e mantido de cara contra o chão, devidamente imobilizado.
Ainda bem que temos os EUA para mostrar ao mundo a maneira certa de fazer as coisas, a Austrália já aprendeu.
Num hospital da trepidante Sydney, um bebê morreu quando lhe ministraram gás hilariante, em vez de oxigênio, durante um atendimento de emergência. A mãe do bebê, apesar do gás envolvido, não achou graça alguma; ninguém poderia achar. Outro bebê teve sérios danos cerebrais, pelo mesmo motivo. O hospital afirma que os erros decorreram depois de modificações feitas no fornecimento de gases pelo novo governo liberal. E lamentou muito, assim como lamentou muito a ministra do novo governo. Os bebês, claro, não podem lamentar: um morreu, o outro teve o cérebro destruído.
Por outro lado, a polícia dos Territórios do Norte é extremamente cuidadosa com as crianças: no centro de detenção juvenil, eles encapuzam e amarram os adolescentes, para que eles não façam artes. Na foto, um adolescente de 14 anos, devidamente manietado. Foi tirada de um vídeo que mostra toda a cena; um outro vídeo, mostra o mesmo menino sendo despido à força e mantido de cara contra o chão, devidamente imobilizado.
Ainda bem que temos os EUA para mostrar ao mundo a maneira certa de fazer as coisas, a Austrália já aprendeu.
sábado, 19 de março de 2016
A oratória de Primeiro Mundo de um(a) futuro(a) presidente
Segundo uma pesquisa realizada por linguistas da Carnegie Mellon University, a gramática dos candidatos à presidência dos EUA é mais capenga do que suas ideias. Donald Trump tem uma gramática consistente com uma criança de 11 anos. Seus companheiros de partido, Ted Cruz e Marco Rubio, são um pouco melhores, estão na faixa de 11 a 14 anos. Hilary Clinton, a principal adversária, fica também na faixa 11-14 e Bernie Sander, o intelectual da turma, alcança a faixa de 14 a 18 anos. E ainda tem gente que critica a fala do Lula.
domingo, 13 de março de 2016
Justiça poética ou simples burrice?
Jamie Gilt (foto), ativista estadunidense da Flórida, onde desenvolvia uma campanha mostrando que misturar armas e crianças é perfeitamente seguro, morreu semana passada. Ela deixara uma pistola calibre 45, carregada, no banco traseiro de seu carro. Seu filho de apenas 4 anos pegou a arma e atirou, matando a mãe. É difícil sentir pena de tal figura, principalmente quando lembramos do horror que marcará a vida de seu filho daqui por diante.
Jamie alegava que armas não apenas são seguras como necessárias para a própria proteção. Provavelmente acreditava no terrível perigo dos refugiados sírios, trombeteado por Trump et caterva. Curiosamente, uma pesquisa referente a 2015 mostra que neste ano, nos EUA, morreram, mais americanos baleados acidentalmente por criancinhas do que alvejados por terroristas "islâmicos". O mais grave é que, na maioria das vezes, os mortos são outras crianças ou as mesmas que pegaram as armas (seguras, claro) deixadas a seu alcance (mas com toda a segurança, claro). Gente como Jamie Gilt não devia ter filhos.
Jamie alegava que armas não apenas são seguras como necessárias para a própria proteção. Provavelmente acreditava no terrível perigo dos refugiados sírios, trombeteado por Trump et caterva. Curiosamente, uma pesquisa referente a 2015 mostra que neste ano, nos EUA, morreram, mais americanos baleados acidentalmente por criancinhas do que alvejados por terroristas "islâmicos". O mais grave é que, na maioria das vezes, os mortos são outras crianças ou as mesmas que pegaram as armas (seguras, claro) deixadas a seu alcance (mas com toda a segurança, claro). Gente como Jamie Gilt não devia ter filhos.
sábado, 12 de março de 2016
O arcebispo esclarece
O Arcebispo de Canterbury, equivalente anglicano do Papa, esclareceu que não é, absolutamente, racismo preocupar-se com a crise dos imigrantes que buscam a Inglaterra. É normal que as pessoas se preocupem com a chegada de muita gente, quando a economia vai mal. O ilustre líder cristão nada falou sobre a crise que os refugiados enfrentam antes de se tornarem migrantes, ou seja, quanto à guerra, a fome, a morte todos os dias, o desespero, a falta absoluta de esperança, naquele cenário que já foi sua terra, mas que hoje, graças às ideias e ações de sábios e piedosos cristãos, como Bush II (Cristão Renascido), Blair, Sarkozy, Cameron e, last but not least, Obama, transformou-se no inferno.
Já o governo de Israel bombardeia diariamente a Faixa de Gaza, de onde semitas palestinos insistem em não sair, com o argumento débil de que vivem ali desde tempos imemoriais. Ontem, mataram um menino de dez anos. Não foi o primeiro nem será o último. Certamente não é racismo nem intolerância religiosa massacrar um povo que vive há milênios naquelas terras. O grupo de europeus, autodenominados sionistas e tecnicamente imigrantes na região, que lá aportou no século passado, tem razão. Essa imigração pode. Imaginem se os migrantes da Síria, Iraque, Afeganistão, chegassem na Europa expulsando e matando, como os sionistas fizeram e fazem na Palestina?
Não é só o chefão de Cantuária que está preocupado. Elizabeth Saxe-Coburg-Gotha, rainha alemã da Inglaterra, também não vê com bons olhos a estrangeirada chegando. Já o Cameron, depois que levou um pito do Obama, ficou temporariamente calado. Afinal His Master's Voice não pode ser ignorada. Mas daqui a pouco ele abre de novo a torneira.
Já o governo de Israel bombardeia diariamente a Faixa de Gaza, de onde semitas palestinos insistem em não sair, com o argumento débil de que vivem ali desde tempos imemoriais. Ontem, mataram um menino de dez anos. Não foi o primeiro nem será o último. Certamente não é racismo nem intolerância religiosa massacrar um povo que vive há milênios naquelas terras. O grupo de europeus, autodenominados sionistas e tecnicamente imigrantes na região, que lá aportou no século passado, tem razão. Essa imigração pode. Imaginem se os migrantes da Síria, Iraque, Afeganistão, chegassem na Europa expulsando e matando, como os sionistas fizeram e fazem na Palestina?
Não é só o chefão de Cantuária que está preocupado. Elizabeth Saxe-Coburg-Gotha, rainha alemã da Inglaterra, também não vê com bons olhos a estrangeirada chegando. Já o Cameron, depois que levou um pito do Obama, ficou temporariamente calado. Afinal His Master's Voice não pode ser ignorada. Mas daqui a pouco ele abre de novo a torneira.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Medicina de Primeiro Mundo
Nos últimos 3 anos, mais de 1.100 erros extremamente sérios foram cometidos por médicos do NHS (National Health System), o sistema inglês de saúde pública, resultando em graves prejuízos para os pacientes. As autoridades estão preocupadas com a taxa alarmante com que vêm ocorrendo esses "never events" (assim chamados por serem considerados erros que nunca deveriam acontecer). Entre eles, a remoção das trompas de Falópio de uma paciente, em vez de seu apêndice inflamado, e a retirada completa dos testículos de um paciente, em vez de um cisto que havia nos mesmos. God save the Queen se ela tiver de recorrer a sua Real Medicina.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Assassinam e depois mandam a conta
Tamir Rice (foto), um menino de 12 anos, foi assassinado pela polícia de Cleveland (Ohio, EUA), quando brincava num parque da cidade. Os policiais alegaram que ele segurava uma arma de brinquedo semelhante a uma arma real. Como ele era negro, claro, atiraram e mataram antes de se darem ao trabalho de verificar a realidade. Nem mesmo falaram com o menino, saíram do carro atirando. Depois, algemaram e prenderam a irmã de Tamir, e chamaram uma ambulância, sem se preocuparem em socorrer o garoto abatido.
Agora, para completar com chave de ouro o caso, a cidade de Cleveland está processando a família de Tamir por não ter pago a conta de 500 dólares, apresentada pelo "uso de uma ambulância com aparelhagem de suporte vital", que levou o menino até o hospital.
Timothy Loehmann, o valoroso policial que atirou primeiro, deixando as perguntas para depois, já foi totalmente absolvido de culpa e não vai receber qualquer tipo de conta. Talvez receba uma medalha, quem sabe? Afinal, os EUA orgulham-se de ter uma polícia de primeiro mundo.
Agora, para completar com chave de ouro o caso, a cidade de Cleveland está processando a família de Tamir por não ter pago a conta de 500 dólares, apresentada pelo "uso de uma ambulância com aparelhagem de suporte vital", que levou o menino até o hospital.
Timothy Loehmann, o valoroso policial que atirou primeiro, deixando as perguntas para depois, já foi totalmente absolvido de culpa e não vai receber qualquer tipo de conta. Talvez receba uma medalha, quem sabe? Afinal, os EUA orgulham-se de ter uma polícia de primeiro mundo.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Cameron imbecil
Manchete do Jornal do Brasil em 04.01.16:
"Em vídeo, EI executa supostos espiões britânicos e chama Cameron de 'imbecil'"
Bem, em alguma coisa esses malucos do Estado Islâmico tinham de estar certos.
"Em vídeo, EI executa supostos espiões britânicos e chama Cameron de 'imbecil'"
Bem, em alguma coisa esses malucos do Estado Islâmico tinham de estar certos.
domingo, 3 de janeiro de 2016
O leão injustiçado
Os coxinhas do Leblon (mas sonhando com Miami) repetem incansáveis: a carga tributária do Brasil é uma das maiores do mundo! Ora, parece que tão sábios personagens se enganam, e o desmentido vem de uma fonte reverenciada por eles: a CIA, ou Central Intelligence Agency, órgão plenipotenciário daquele país que os mesmos supracitados gostam de chamar de América.
Como aponta Mauro Santayana em seu blogue, o Brasil (apud CIA) ocupa um modesto 51º lugar entre os países que mais cobram impostos, atrás da Dinamarca, da Finlândia, da Noruega, da França, da Bélgica, da Suécia, da Áustria, da Itália, da Hungria, de Portugal, da Alemanha, da Holanda, da Espanha, dos Emirados Árabes Unidos, do Canadá e outros menos votados.
Que vergonha! O Brasil cada vez mais distante do Primeiro Mundo, por culpa do PT e da Dilma, claro. Afinal, apesar de toda a privataria que promoveu, Fernando Henrique Cardoso aumentou nossa carga tributária em 6,1%, enquanto nos 13 anos de governo do PT ela só aumentou 1,3%. De que adianta os esforços do grande ociólogo se o bolivarianismo do PT estraga a festa? E se querem prova maior, vejam a situação de Cuba: ocupa o 215º em tamanho de carga tributária, superada apenas pela Síria (que não tem culpa, coitada, está em guerra, não controla seu território nem tem como cobrar impostos).
Cuba cobra muito menos impostos do que os chamados paraísos fiscais e do que os EUA (180º na lista), e ainda tem a arcaica ingenuidade de garantir a todo seu povo educação, assistência médica e alimentação de qualidade, coisa que os Estados Unidos se orgulham (justificadamente!) de não fazer.
Como aponta Mauro Santayana em seu blogue, o Brasil (apud CIA) ocupa um modesto 51º lugar entre os países que mais cobram impostos, atrás da Dinamarca, da Finlândia, da Noruega, da França, da Bélgica, da Suécia, da Áustria, da Itália, da Hungria, de Portugal, da Alemanha, da Holanda, da Espanha, dos Emirados Árabes Unidos, do Canadá e outros menos votados.
Que vergonha! O Brasil cada vez mais distante do Primeiro Mundo, por culpa do PT e da Dilma, claro. Afinal, apesar de toda a privataria que promoveu, Fernando Henrique Cardoso aumentou nossa carga tributária em 6,1%, enquanto nos 13 anos de governo do PT ela só aumentou 1,3%. De que adianta os esforços do grande ociólogo se o bolivarianismo do PT estraga a festa? E se querem prova maior, vejam a situação de Cuba: ocupa o 215º em tamanho de carga tributária, superada apenas pela Síria (que não tem culpa, coitada, está em guerra, não controla seu território nem tem como cobrar impostos).
Cuba cobra muito menos impostos do que os chamados paraísos fiscais e do que os EUA (180º na lista), e ainda tem a arcaica ingenuidade de garantir a todo seu povo educação, assistência médica e alimentação de qualidade, coisa que os Estados Unidos se orgulham (justificadamente!) de não fazer.
sábado, 2 de janeiro de 2016
É mais seguro morar na Síria
Na foto acima vemos os corajosos e superequipados soldados do Tio Sam rendendo um perigosíssimo terrorista do ISIS? Não, os três rambos da foto, armados com mais bugigangas letais do que sonharia Hollywood, são três policiais urbanos de Fergunson, Missouri (EUA), que rendem um cidadão desarmado, participante de um protesto pacífico pelo assassinato de um jovem negro pelos mesmos bravos defensores da lei e da ordem.
Matar gente é alguma coisa que as polícias dos EUA fazem com uma eficiência de deixar a nossa pobre e desequipada polícia babando de inveja. O detalhe é que os negros de lá, embora constituam apenas 2% da população (números oficiais), têm cinco vezes mais chances de serem mortos pela polícia do que os brancos, mostra um estudo do The Guardian. E lá também as estatísticas são distorcidas, para esconder os fatos, a começar pelo FBI.
Quase 400 negros desarmados foram mortos pela polícia americana no ano passado. Muitos desses eram pessoas comuns, a maioria jovem, que não constituíam ameaça para ninguém. E os autores das mortes são sistematicamente absolvidos com antecedência de qualquer culpa, nem são levados a julgamento. É de admirar que o presidente Obama ainda esteja vivo, embora ele não tenha feito absolutamente nada diante deste quadro alarmante.
Enquanto isso a Arábia Saudita, aliada fiel dos EUA (embora financiadora da Al Quaeda, Al Nusra, Al isso e aquilo, sem esquecer do ISIS), começou o ano de 2016 em grande estilo, decapitando 47 "terroristas". Os coxinhas riquinhos do Leblon (mas sonhando com Miami) devem ter adorado ("bandido bom é bandido morto!"), embora, claro, eles não saibam onde fica a Arábia Saudita e pensem que terrorismo é um amigo comprar o último modelo de iPhone antes deles.
Matar gente é alguma coisa que as polícias dos EUA fazem com uma eficiência de deixar a nossa pobre e desequipada polícia babando de inveja. O detalhe é que os negros de lá, embora constituam apenas 2% da população (números oficiais), têm cinco vezes mais chances de serem mortos pela polícia do que os brancos, mostra um estudo do The Guardian. E lá também as estatísticas são distorcidas, para esconder os fatos, a começar pelo FBI.
Quase 400 negros desarmados foram mortos pela polícia americana no ano passado. Muitos desses eram pessoas comuns, a maioria jovem, que não constituíam ameaça para ninguém. E os autores das mortes são sistematicamente absolvidos com antecedência de qualquer culpa, nem são levados a julgamento. É de admirar que o presidente Obama ainda esteja vivo, embora ele não tenha feito absolutamente nada diante deste quadro alarmante.
Enquanto isso a Arábia Saudita, aliada fiel dos EUA (embora financiadora da Al Quaeda, Al Nusra, Al isso e aquilo, sem esquecer do ISIS), começou o ano de 2016 em grande estilo, decapitando 47 "terroristas". Os coxinhas riquinhos do Leblon (mas sonhando com Miami) devem ter adorado ("bandido bom é bandido morto!"), embora, claro, eles não saibam onde fica a Arábia Saudita e pensem que terrorismo é um amigo comprar o último modelo de iPhone antes deles.
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