Manchete do Jornal do Brasil em 04.01.16:
"Em vídeo, EI executa supostos espiões britânicos e chama Cameron de 'imbecil'"
Bem, em alguma coisa esses malucos do Estado Islâmico tinham de estar certos.
A grande distância que separa o Brasil do Primeiro Mundo desenvolvido, civilizado e democrático.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
domingo, 3 de janeiro de 2016
O leão injustiçado
Os coxinhas do Leblon (mas sonhando com Miami) repetem incansáveis: a carga tributária do Brasil é uma das maiores do mundo! Ora, parece que tão sábios personagens se enganam, e o desmentido vem de uma fonte reverenciada por eles: a CIA, ou Central Intelligence Agency, órgão plenipotenciário daquele país que os mesmos supracitados gostam de chamar de América.
Como aponta Mauro Santayana em seu blogue, o Brasil (apud CIA) ocupa um modesto 51º lugar entre os países que mais cobram impostos, atrás da Dinamarca, da Finlândia, da Noruega, da França, da Bélgica, da Suécia, da Áustria, da Itália, da Hungria, de Portugal, da Alemanha, da Holanda, da Espanha, dos Emirados Árabes Unidos, do Canadá e outros menos votados.
Que vergonha! O Brasil cada vez mais distante do Primeiro Mundo, por culpa do PT e da Dilma, claro. Afinal, apesar de toda a privataria que promoveu, Fernando Henrique Cardoso aumentou nossa carga tributária em 6,1%, enquanto nos 13 anos de governo do PT ela só aumentou 1,3%. De que adianta os esforços do grande ociólogo se o bolivarianismo do PT estraga a festa? E se querem prova maior, vejam a situação de Cuba: ocupa o 215º em tamanho de carga tributária, superada apenas pela Síria (que não tem culpa, coitada, está em guerra, não controla seu território nem tem como cobrar impostos).
Cuba cobra muito menos impostos do que os chamados paraísos fiscais e do que os EUA (180º na lista), e ainda tem a arcaica ingenuidade de garantir a todo seu povo educação, assistência médica e alimentação de qualidade, coisa que os Estados Unidos se orgulham (justificadamente!) de não fazer.
Como aponta Mauro Santayana em seu blogue, o Brasil (apud CIA) ocupa um modesto 51º lugar entre os países que mais cobram impostos, atrás da Dinamarca, da Finlândia, da Noruega, da França, da Bélgica, da Suécia, da Áustria, da Itália, da Hungria, de Portugal, da Alemanha, da Holanda, da Espanha, dos Emirados Árabes Unidos, do Canadá e outros menos votados.
Que vergonha! O Brasil cada vez mais distante do Primeiro Mundo, por culpa do PT e da Dilma, claro. Afinal, apesar de toda a privataria que promoveu, Fernando Henrique Cardoso aumentou nossa carga tributária em 6,1%, enquanto nos 13 anos de governo do PT ela só aumentou 1,3%. De que adianta os esforços do grande ociólogo se o bolivarianismo do PT estraga a festa? E se querem prova maior, vejam a situação de Cuba: ocupa o 215º em tamanho de carga tributária, superada apenas pela Síria (que não tem culpa, coitada, está em guerra, não controla seu território nem tem como cobrar impostos).
Cuba cobra muito menos impostos do que os chamados paraísos fiscais e do que os EUA (180º na lista), e ainda tem a arcaica ingenuidade de garantir a todo seu povo educação, assistência médica e alimentação de qualidade, coisa que os Estados Unidos se orgulham (justificadamente!) de não fazer.
sábado, 2 de janeiro de 2016
É mais seguro morar na Síria
Na foto acima vemos os corajosos e superequipados soldados do Tio Sam rendendo um perigosíssimo terrorista do ISIS? Não, os três rambos da foto, armados com mais bugigangas letais do que sonharia Hollywood, são três policiais urbanos de Fergunson, Missouri (EUA), que rendem um cidadão desarmado, participante de um protesto pacífico pelo assassinato de um jovem negro pelos mesmos bravos defensores da lei e da ordem.
Matar gente é alguma coisa que as polícias dos EUA fazem com uma eficiência de deixar a nossa pobre e desequipada polícia babando de inveja. O detalhe é que os negros de lá, embora constituam apenas 2% da população (números oficiais), têm cinco vezes mais chances de serem mortos pela polícia do que os brancos, mostra um estudo do The Guardian. E lá também as estatísticas são distorcidas, para esconder os fatos, a começar pelo FBI.
Quase 400 negros desarmados foram mortos pela polícia americana no ano passado. Muitos desses eram pessoas comuns, a maioria jovem, que não constituíam ameaça para ninguém. E os autores das mortes são sistematicamente absolvidos com antecedência de qualquer culpa, nem são levados a julgamento. É de admirar que o presidente Obama ainda esteja vivo, embora ele não tenha feito absolutamente nada diante deste quadro alarmante.
Enquanto isso a Arábia Saudita, aliada fiel dos EUA (embora financiadora da Al Quaeda, Al Nusra, Al isso e aquilo, sem esquecer do ISIS), começou o ano de 2016 em grande estilo, decapitando 47 "terroristas". Os coxinhas riquinhos do Leblon (mas sonhando com Miami) devem ter adorado ("bandido bom é bandido morto!"), embora, claro, eles não saibam onde fica a Arábia Saudita e pensem que terrorismo é um amigo comprar o último modelo de iPhone antes deles.
Matar gente é alguma coisa que as polícias dos EUA fazem com uma eficiência de deixar a nossa pobre e desequipada polícia babando de inveja. O detalhe é que os negros de lá, embora constituam apenas 2% da população (números oficiais), têm cinco vezes mais chances de serem mortos pela polícia do que os brancos, mostra um estudo do The Guardian. E lá também as estatísticas são distorcidas, para esconder os fatos, a começar pelo FBI.
Quase 400 negros desarmados foram mortos pela polícia americana no ano passado. Muitos desses eram pessoas comuns, a maioria jovem, que não constituíam ameaça para ninguém. E os autores das mortes são sistematicamente absolvidos com antecedência de qualquer culpa, nem são levados a julgamento. É de admirar que o presidente Obama ainda esteja vivo, embora ele não tenha feito absolutamente nada diante deste quadro alarmante.
Enquanto isso a Arábia Saudita, aliada fiel dos EUA (embora financiadora da Al Quaeda, Al Nusra, Al isso e aquilo, sem esquecer do ISIS), começou o ano de 2016 em grande estilo, decapitando 47 "terroristas". Os coxinhas riquinhos do Leblon (mas sonhando com Miami) devem ter adorado ("bandido bom é bandido morto!"), embora, claro, eles não saibam onde fica a Arábia Saudita e pensem que terrorismo é um amigo comprar o último modelo de iPhone antes deles.
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