Entre as nações que promoveram genocídios ao longo de sua história, os Estados Unidos são campeões. Sobre o Laos, nação com a qual os EUA nunca estiveram oficialmente em guerra, os americanos despejaram, entre 1964 e 1973, 2 milhões de toneladas de bombas. Isto equivale à carga de um bombardeiro B-52 a cada 8 minutos, durante 9 anos. Todo o apavorante bombardeio da II Guerra Mundial vira uma divertida noite de fogos de artifício diante disso. Pois representa uma tonelada de bombas para cada habitante do Laos, na época.
Ao contrário do inominável genocídio nazista, o genocídio dos estadunidenses não acaba quando finda a guerra (ou os bombardeios, visto que oficialmente nunca houve guerra), o que o torna ainda mais apavorante. O mapa acima mostra as regiões do Laos com presença maciça de bombas não explodidas quando lançadas e que podem explodir ao menor contado de gente desavisada. Até hoje uma quantidade assustadora de laosianos é morta ou mutilada todo ano por tais "acidentes". Isto porque o famoso complexo industrial-militar americano estava preocupado em ganhar dinheiro, não em fornecer qualidade.
Reatadas as relações diplomáticas, os EUA construíram uma nova embaixada no Laos ao custo de 145 milhões de dólares. Ano passado, o Congresso dos EUA votou uma verba de 12 milhões de dólares para ajudar na desativação de bombas não explodidas no Laos. A diferença das cifras mostra a diferença das prioridades americanas. Os EUA jamais assumem a responsabilidade pelo mal que causam.
O povo laosiano é forte e sobreviveu ao martírio. Hoje o Laos voltou a prosperar, com a ajuda de outros países asiáticos. Mas, como disse o autor do artigo do número de agosto da National Geographic (de onde estes dados foram retirados): "Os laosianos são um povo que perdoa, mas enquanto o Laos continuar coalhado de explosivos, ele não pode esquecer, pois esquecer pode matá-lo". Terrorismo de efeito indefinidamente prolongado.

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