A Europa enfrenta hoje uma crise como não se via desde a II Guerra Mundial: um fluxo maciço de refugiados, fugidos dos conflitos no Oriente Médio e do norte da África. O mauricinho David Cameron, que treme diante da perspectiva de ver gente escura e feia entrar na Inglaterra que ele faz tudo para que volte a pertencer apenas aos ricos e de boa aparência, já não sabe mais o que diz. É uma gafe atrás da outra.
Quem provocou os conflitos que agora, fora de qualquer controle, espantam os migrantes? Claro, os EUA, secundados por seu 51º estado, a Inglaterra, e os demais países europeus que foram atrás do que seu mestre mandou. Bush filho, Obama, Blair, Cameron, Sarkozi e outros menos famosos invadiram o Iraque, destruíram a Líbia, garantiram as insanidades de Israel, Arábia Saudita, Egito. Agora, que a bagunça está chegando na Europa, não sabem o que fazer.
Mas quem armou esse pessoal que agora dedica-se à matança no mesmo Iraque, na Síria, na Líbia? Em grande parte foi a Inglaterra (claro que o dinheiro veio da Arábia Saudita e dos principados árabes recheados de petróleo). A indústria de armas tem razões que a própria Razão desconhece (que me perdoe o velho Camões!). Neste momento, o governo inglês convida diversos países líderes no desrespeito aos direitos humanos para sua feira de fabricantes de armas, com privilégios VIP. A lista inclui: Arábia Saudita, Azerbaijão, Bahrein, Egito, Cazakistão, Paquistão, Tailândia, Emirados Árabes Unidos, todos eles citados quase diariamente por todas as instituições que denunciam as violações dos direitos humanos.
Quanto dessas armas irão parar nas mãos do Estado Islâmico, dos "moderados" fanáticos sunitas que operam na Síria, das facções que se entrematam na Líbia? A julgar pela história recente, uma grande parte delas. Então, preparem-se para mais refugiados. Enquanto os europeus se desesperam, os EUA, discretamente, sorriem.

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