domingo, 19 de julho de 2015

Os trabalhistas contra-atacam

Segundo os tabloides ingleses, John Mann (foto), representante trabalhista de Nottinghamshire no Parlamento, estaria envolvido numa série de abusos sexuais de meninos. Que é isso, Mr. Mann, resolveu concorrer com os Conservadores, campeões absolutos de pedofilia agressiva em todas as Ilhas Britânicas? Claro, não há como o governo de Margareth Tatcher perder a taça de maior número de tarados pedófilos em uma só legislatura, mas eu pensava que os trabalhistas fossem de melhor estofo.

Mas na verdade a fofoca mais relevante da semana a ser veiculada pelos denodados tabloides foi um filmezinho caseiro mostrando Her Majesty the Queen Elizabeth II, então uma pirralha de 7 anos, fazendo a saudação nazista por instigação de seu tio Edward, futuro rei Eduardo VIII, futuro Duque de Windsor, mais conhecido como Mr. Simpson.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Já estava demorando

No século passado, a Alemanha começou duas guerras mundiais - e perdeu as duas, o que não lhe abateu nem um pouco a empáfia. Por outro lado, Inglaterra e França contribuíram muito para o aparecimento do governo nazista, ao humilharem a Alemanha com o Tratado de Versalhes, tornando o país ingovernável. Mas já estava demorando outra toleima germânica...

Agora, a hitlerette Ângela Merkel praticamente impôs à Grécia um tratado econômico que muitos afirmaram ser pior do que o Tratado de Versalhes, com a devida omissão da França. A Grécia ficará ingovernável, o povo grego pagará a conta dos desmandos de banqueiros e governos de direita. Aléxis Tsipras vai ter dificuldades para enfiar o tratado goela abaixo da nação, depois do plebiscito em que ela disse NÃO. Yanis Varoufakis que o diga - ele mesmo, cumprindo a palavra, deixou o governo, antes do absurdo ser cometido.

Durante metade do século XX, o "Ocidente" temeu uma terceira guerra mundial iniciada pelos comunistas. Bobagem, as duas primeiras foram guerras capitalistas e a terceira, se houver, não terá outra cor - a cor da ganância cada vez mais irrefreável do capitalismo. Com a ajuda de governantes tão incompetentes quanto a troika (palavra da moda) Merkel, Cameron e Hollande, o cenário da tragédia já está preparado. O dia da estreia não demora.

Quem pensa que o enredo se limitará aos gregos engana-se. O bovino povo inglês, que inexplicavelmente reelegeu o Cameron, já está apavorado com as medidas que o gorduchinho vem anunciando. O povo francês, outrora tão combativo, vai precisar de um Charlie Hebdô por semana para esquecer suas mazelas. O povo alemão vai continuar obedecendo, claro, embora para ele, povo, a economia alemã esteja mais do que ingrata.

Enquanto isso, os três patetas (Merkel, Cameron e Hollande) torcem para que o Estado Islâmico faça o maior barulho possível - assim ninguém ouvirá os gemidos de seus próprios povos.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Capitalismo + Terrorismo = qual a diferença mesmo?

Alguns dias atrás, todo o mundo civilizado (?) indignou-se com a destruição de relíquias arqueológicas na Síria, na velha cidade de Palmira, levada a efeito pelos militantes do Estado Islâmico. O mesmo já acontecera no Iraque. Onde foram parar as obras de arte saqueadas pelos bárbaros? Viraram cascalho? Encontram-se em algum suspeito mercado do Cairo? Não, estão tranquilamente à venda em Londres, um dos maiores mercados mundiais de antiguidades.

Que os ingleses sempre saquearam a arte do mundo, para a glória do seu British Museum, nós já sabíamos, o Parthenon que o diga. Agora, entretanto, preferem ser atravessadores. A Unesco já advertiu que os saques na Síria e no Iraque estão atingindo uma "escala industrial"; a Inglaterra, talvez por ser o berço da Revolução igualmente Industrial, encarrega-se de "colocar" a produção. Outros países envolvidos no tráfico são Alemanha, Suíça (Suíça? quem diria?...) e Turquia, além de comerciantes de Nova York.

Desigualdade crescente

O gráfico acima mostra os campeões da desigualdade entre os países ditos desenvolvidos. Foi divulgado em estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), o seleto clube capitalista de países nem tão seletos e nem tão capitalizados. Os dois países americanos em que a desigualdade, e portanto a pobreza da maioria, é campeã são os dois favoritos dos sapientes teleconomistas globais e globalizados. Os mesmos que falam mal do Brasil, o qual, felizmente, está na extremidade oposta do gráfico, entre os países que mais diminuíram a desigualdade (nos governos Lula e Dilma). Para a situação do México, a explicação é fácil, foi cabalmente expressa numa frase atribuída a um ex-presidente mexicano: "Pobre México, tão longe de Deus e tão próximo dos Estados Unidos". Para o Chile, a explicação não vai muito além, desde o famigerado Pinochet que a economia chilena é comandada pelos EUA. Como dizia um falecido engenheiro: se a Globo elogia, não pode ser coisa boa.