Mais de 100 pessoas morreram e mais de 200 outras ficaram feridas no desabamento de um guindaste sobre o complexo da Grande Mesquita de Meca, destino de peregrinação dos muçulmanos. A tragédia poderia ter sido pior, caso já se houvesse iniciado o Hadj, período em que a peregrinação é mais sagrada.
Muitos muçulmanos pelo mundo não viram com bons olhos o projeto da Arábia Saudita de ampliar o já imenso complexo da Grande Mesquita, onde fica a Caaba, achando que era uma descaracterização de um lugar sagrado, pertencente a todos os que professam a fé do Islã. Mas a monarquia absoluta da Arábia Saudita não dá ouvidos a ninguém, acredita-se dona do Islã, faz o que bem entende e aos que discordam resta a decapitação em praça pública.
Curiosamente, as obras de ampliação, que transformaram o lugar sagrado num paliteiro de guindastes, estão sendo efetuadas pelo Grupo Binladin. Sim, o grupo da família do falecido Bin Laden, família esta que detém um status de amiga dileta dos EUA. Quando do 11 de setembro, a primeira providência de Bush filho foi tratar da evacuação segura de todos os membros da família que estivessem nos EUA. A culpa? Bem, a culpa sempre poderia ser jogada na conta do Saddam Hussein, embora ele não tivesse absolutamente nada a ver com o atentado em Nova York - fato até hoje detentor do prêmio de História Mais Mal Contada do Mundo.
Nota acrescentada em 24/09 - O que era mais do que previsível infelizmente aconteceu. Num tumulto durante o Hadj, mais de 700 pessoas morreram. Não foi a primeira vez que isto ocorreu, nem será a última. As religiões, como tudo mais, precisam evoluir. Uma regra estabelecida quando o Islã era um grupo de tribos da Arábia não funciona agora que ele é uma religião mundial.Mas a Arábia Saudita não há de querer perder essa boca.


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