sábado, 19 de março de 2016

A oratória de Primeiro Mundo de um(a) futuro(a) presidente

Segundo uma pesquisa realizada por linguistas da Carnegie Mellon University, a gramática dos candidatos à presidência dos EUA é mais capenga do que suas ideias. Donald Trump tem uma gramática consistente com uma criança de 11 anos. Seus companheiros de partido, Ted Cruz e Marco Rubio, são um pouco melhores, estão na faixa de 11 a 14 anos. Hilary Clinton, a principal adversária, fica também na faixa 11-14 e Bernie Sander, o intelectual da turma, alcança a faixa de 14 a 18 anos. E ainda tem gente que critica a fala do Lula.

domingo, 13 de março de 2016

Justiça poética ou simples burrice?

Jamie Gilt (foto), ativista estadunidense da Flórida, onde desenvolvia uma campanha mostrando que misturar armas e crianças é perfeitamente seguro, morreu semana passada. Ela deixara uma pistola calibre 45, carregada, no banco traseiro de seu carro. Seu filho de apenas 4 anos pegou a arma e atirou, matando a mãe. É difícil sentir pena de tal figura, principalmente quando lembramos do horror que marcará a vida de seu filho daqui por diante.

Jamie alegava que armas não apenas são seguras como necessárias para a própria proteção. Provavelmente acreditava no terrível perigo dos refugiados sírios, trombeteado por Trump et caterva. Curiosamente, uma pesquisa referente a 2015 mostra que neste ano, nos EUA, morreram, mais  americanos baleados acidentalmente por criancinhas do que alvejados por terroristas "islâmicos". O mais grave é que, na maioria das vezes, os mortos são outras crianças ou as mesmas que pegaram as armas (seguras, claro) deixadas a seu alcance (mas com toda a segurança, claro). Gente como Jamie Gilt não devia ter filhos.

sábado, 12 de março de 2016

O arcebispo esclarece

O Arcebispo de Canterbury, equivalente anglicano do Papa, esclareceu que não é, absolutamente, racismo preocupar-se com a crise dos imigrantes que buscam a Inglaterra. É normal que as pessoas se preocupem com a chegada de muita gente, quando a economia vai mal. O ilustre líder cristão nada falou sobre a crise que os refugiados enfrentam antes de se tornarem migrantes, ou seja, quanto à guerra, a fome, a morte todos os dias, o desespero, a falta absoluta de esperança, naquele cenário que já foi sua terra, mas que hoje, graças às ideias e ações de sábios e piedosos cristãos, como Bush II (Cristão Renascido), Blair, Sarkozy, Cameron e, last but not least, Obama, transformou-se no inferno.

Já o governo de Israel bombardeia diariamente a Faixa de Gaza, de onde semitas palestinos insistem em não sair, com o argumento débil de que vivem ali desde tempos imemoriais. Ontem, mataram um menino de dez anos. Não foi o primeiro nem será o último. Certamente não é racismo nem intolerância religiosa massacrar um povo que vive há milênios naquelas terras. O grupo de europeus, autodenominados sionistas e tecnicamente imigrantes na região, que lá aportou no século passado, tem razão. Essa imigração pode. Imaginem se os migrantes da Síria, Iraque, Afeganistão, chegassem na Europa expulsando e matando, como os sionistas fizeram e fazem na Palestina?

Não é só o chefão de Cantuária que está preocupado. Elizabeth Saxe-Coburg-Gotha, rainha alemã da Inglaterra, também não vê com bons olhos a estrangeirada chegando. Já o Cameron, depois que levou um  pito do Obama, ficou temporariamente calado. Afinal His Master's Voice não pode ser ignorada. Mas daqui a pouco ele abre de novo a torneira.