terça-feira, 15 de setembro de 2015

A coisa certa a ser feita

Mais uma vez o Brasil anda no sentido contrário do Primeiro Mundo. Enquanto a Europa começa a se armar com rifles, arame farpado e cães furiosos para enfrentar as levas de refugiados que fogem dos horrores da guerra, um navio da Marinha do Brasil, a corveta Barroso, faz o contrário. A caminho do Líbano, onde assumirá o comando de operações da ONU, o navio desviou de sua rota para salvar 220 refugiados - entre eles inúmeras crianças (foto) - que estavam à deriva no mar Mediterrâneo, numa embarcação prestes a afundar.

Assim não é possível - vão reclamar os brasileiros idiotas que todo dia destilam ódio nas redes sociais, clamando por uma nova ditadura militar, pena de morte, entrega de nossas riquezas aos EUA e outras cositas más - depois de comprarem passagem para mais um passeio a Miami e reclamarem do dólar alto.

 Os brasileiros normais sentem um justificado orgulho.

À esquerda, a imagem que chocou o mundo semana passada: uma criança síria, morta, chega a uma praia da Turquia, depois de um acidente no barco em que sua família fugia da guerra. À direita, duas crianças sírias, também fugidas da guerra, encontram abrigo, ainda que provisório e inseguro, no Líbano. A diferença entre deixar morrer e dar socorro. Escolha uma das duas situações, mas tenha a coragem de assinar embaixo, com seu nome verdadeiro.

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