Jamie Gilt (foto), ativista estadunidense da Flórida, onde desenvolvia uma campanha mostrando que misturar armas e crianças é perfeitamente seguro, morreu semana passada. Ela deixara uma pistola calibre 45, carregada, no banco traseiro de seu carro. Seu filho de apenas 4 anos pegou a arma e atirou, matando a mãe. É difícil sentir pena de tal figura, principalmente quando lembramos do horror que marcará a vida de seu filho daqui por diante.
Jamie alegava que armas não apenas são seguras como necessárias para a própria proteção. Provavelmente acreditava no terrível perigo dos refugiados sírios, trombeteado por Trump et caterva. Curiosamente, uma pesquisa referente a 2015 mostra que neste ano, nos EUA, morreram, mais americanos baleados acidentalmente por criancinhas do que alvejados por terroristas "islâmicos". O mais grave é que, na maioria das vezes, os mortos são outras crianças ou as mesmas que pegaram as armas (seguras, claro) deixadas a seu alcance (mas com toda a segurança, claro). Gente como Jamie Gilt não devia ter filhos.

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