O Arcebispo de Canterbury, equivalente anglicano do Papa, esclareceu que não é, absolutamente, racismo preocupar-se com a crise dos imigrantes que buscam a Inglaterra. É normal que as pessoas se preocupem com a chegada de muita gente, quando a economia vai mal. O ilustre líder cristão nada falou sobre a crise que os refugiados enfrentam antes de se tornarem migrantes, ou seja, quanto à guerra, a fome, a morte todos os dias, o desespero, a falta absoluta de esperança, naquele cenário que já foi sua terra, mas que hoje, graças às ideias e ações de sábios e piedosos cristãos, como Bush II (Cristão Renascido), Blair, Sarkozy, Cameron e, last but not least, Obama, transformou-se no inferno.
Já o governo de Israel bombardeia diariamente a Faixa de Gaza, de onde semitas palestinos insistem em não sair, com o argumento débil de que vivem ali desde tempos imemoriais. Ontem, mataram um menino de dez anos. Não foi o primeiro nem será o último. Certamente não é racismo nem intolerância religiosa massacrar um povo que vive há milênios naquelas terras. O grupo de europeus, autodenominados sionistas e tecnicamente imigrantes na região, que lá aportou no século passado, tem razão. Essa imigração pode. Imaginem se os migrantes da Síria, Iraque, Afeganistão, chegassem na Europa expulsando e matando, como os sionistas fizeram e fazem na Palestina?
Não é só o chefão de Cantuária que está preocupado. Elizabeth Saxe-Coburg-Gotha, rainha alemã da Inglaterra, também não vê com bons olhos a estrangeirada chegando. Já o Cameron, depois que levou um pito do Obama, ficou temporariamente calado. Afinal His Master's Voice não pode ser ignorada. Mas daqui a pouco ele abre de novo a torneira.

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