sábado, 2 de janeiro de 2016

É mais seguro morar na Síria

Na foto acima vemos os corajosos e superequipados soldados do Tio Sam rendendo um perigosíssimo terrorista do ISIS? Não, os três rambos da foto, armados com mais bugigangas letais do que sonharia Hollywood, são três policiais urbanos de Fergunson, Missouri (EUA), que rendem um cidadão desarmado, participante de um protesto pacífico pelo assassinato de um jovem negro pelos mesmos bravos defensores da lei e da ordem.

Matar gente é alguma coisa que as polícias dos EUA fazem com uma eficiência de deixar a nossa pobre e desequipada polícia babando de inveja. O detalhe é que os negros de lá, embora constituam apenas 2% da população (números oficiais), têm cinco vezes mais chances de serem mortos pela polícia do que os brancos, mostra um estudo do The Guardian.  E lá também as estatísticas são distorcidas, para esconder os fatos, a começar pelo FBI.

Quase 400 negros desarmados foram mortos pela polícia americana no ano passado. Muitos desses eram pessoas comuns, a maioria jovem, que não constituíam ameaça para ninguém. E os autores das mortes são sistematicamente absolvidos com antecedência de qualquer culpa, nem são levados a julgamento. É de admirar que o presidente Obama ainda esteja vivo, embora ele não tenha feito absolutamente nada diante deste quadro alarmante.

Enquanto isso a Arábia Saudita, aliada fiel dos EUA (embora financiadora da Al Quaeda, Al Nusra, Al isso e aquilo, sem esquecer do ISIS), começou o ano de 2016 em grande estilo, decapitando 47 "terroristas". Os coxinhas riquinhos do Leblon (mas sonhando com Miami) devem ter adorado ("bandido bom é bandido morto!"), embora, claro, eles não saibam onde fica a Arábia Saudita e pensem que terrorismo é um amigo comprar o último modelo de iPhone antes deles.

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