Os coxinhas do Leblon (mas sonhando com Miami) repetem incansáveis: a carga tributária do Brasil é uma das maiores do mundo! Ora, parece que tão sábios personagens se enganam, e o desmentido vem de uma fonte reverenciada por eles: a CIA, ou Central Intelligence Agency, órgão plenipotenciário daquele país que os mesmos supracitados gostam de chamar de América.
Como aponta Mauro Santayana em seu blogue, o Brasil (apud CIA) ocupa um modesto 51º lugar entre os países que mais cobram impostos, atrás da Dinamarca, da Finlândia, da Noruega, da França, da Bélgica, da Suécia, da Áustria, da Itália, da Hungria, de Portugal, da Alemanha, da Holanda, da Espanha, dos Emirados Árabes Unidos, do Canadá e outros menos votados.
Que vergonha! O Brasil cada vez mais distante do Primeiro Mundo, por culpa do PT e da Dilma, claro. Afinal, apesar de toda a privataria que promoveu, Fernando Henrique Cardoso aumentou nossa carga tributária em 6,1%, enquanto nos 13 anos de governo do PT ela só aumentou 1,3%. De que adianta os esforços do grande ociólogo se o bolivarianismo do PT estraga a festa? E se querem prova maior, vejam a situação de Cuba: ocupa o 215º em tamanho de carga tributária, superada apenas pela Síria (que não tem culpa, coitada, está em guerra, não controla seu território nem tem como cobrar impostos).
Cuba cobra muito menos impostos do que os chamados paraísos fiscais e do que os EUA (180º na lista), e ainda tem a arcaica ingenuidade de garantir a todo seu povo educação, assistência médica e alimentação de qualidade, coisa que os Estados Unidos se orgulham (justificadamente!) de não fazer.

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