Agora foi em Chicago. Um menino de 6 anos matou o irmão, de 3 anos, enquanto brincavam de "polícia e ladrão" usando a arma do pai. Uma pesquisa do Washington Post, publicada este mês, revela que, somente este ano, houve 43 incidentes de pessoas sendo atingidas por tiros disparados por crianças de 3 anos ou menos, nos EUA, e que em 31 casos a própria criança foi a vítima. Entre esses casos, dois foram fatais. A pesquisa foi motivada pela notícia de uma criança de 2 anos que, andando no carro da família, achou uma arma no banco traseiro e deu um tiro na avó, no banco dianteiro. Isso ocorreu na Carolina do Sul, mas o jornal detalha outros casos.
Apesar dessas tragédias, a poderosa National Rifle Association prega que o melhor a fazer é botar mais armas nas mãos de "pessoas responsáveis". Não sabemos bem o conceito de "responsabilidade" da NRA, mas a julgar pelas campanhas de propaganda destinadas a crianças, que ela faz em suas reuniões (foto acima), deve ser algo que as crianças de lá adquirem desde que nascem. Para perder logo depois, quando morrem atingidas pelas balas das armas de pessoas igualmente "responsáveis".

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