Mais um negro desarmado foi morto a tiros por um policial nos EUA, desta vez em Nova Jersey. Não se pode dizer que foi um ato de racismo, pois o policial (Braheme Days) também é negro. Nem se pode dizer que o morto (Jerame Reid ) era um anjo de candura, era alguém com antecedentes penais. O que não diminui o absurdo do fato: um policial matou um suspeito desarmado, que saía de um carro com as mãos levantadas, como mostra claramente o vídeo do incidente. No clima de medo e terror tão eficientemente cultivado pelos meios de comunicação e pelos diversos níveis de governo nos EUA, não causa estranheza que os policiais de lá se julguem numa guerra santa do bem contra o mal (ou jihad, cruzada, como queiram). E que fiquem ainda mais nervosos durante um procedimento já em si nervoso e perigoso, como é a abordagem de suspeitos num país em que todo mundo possui um arsenal bélico particular. Os protestos já tomam as ruas de Bridgeton, NJ. O fato repercutirá na mídia até o próximo negro a ser morto pela polícia - ou seja, por muito pouco tempo.

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