Todo ano, quando chega o Dia Internacional da Mulher, lembramos de que a data foi escolhida a partir de um massacre ocorrido nos EUA, em que um empresário incendiou a própria fábrica para matar as funcionárias que realizavam uma paralização. Este ano, uma notícia veiculada na data simbólica parece querer assinalar o dia de forma condizente com sua origem.
Em Fulton, Georgia, EUA, uma adolescente de 14 anos com problemas mentais foi seguidamente abusada e estuprada por cinco dias consecutivos num ônibus escolar do condado, sem que o motorista interviesse ou sequer "notasse". O problema só veio à tona quando a adolescente, no último desses dias, deixou o ônibus quase nua, com as roupas rasgadas e sinais evidentes de violência. Aí o motorista informou que "achava que tinha acontecido alguma coisa" no ônibus.
O ônibus, que é destinado a crianças com necessidades especiais, tinha um monitor, mas o condado achou desnecessário mantê-lo. Mesmo sendo um veículo com poucas fileiras de banco, o motorista não "viu" ou "ouviu" nada. Incrível o progresso nos EUA, lá pessoas cegas e surdas já podem dirigir ônibus escolares. Sem falar que nossos bolsominions vão morrer de inveja: afinal, estupro, para seu líder messiânico, é uma saborosa piada. Se for de uma criança é mais engraçada ainda...
Baseados em casos semelhantes nos EUA, podemos prever que alguns meninos com deficiência mental serão condenados a uma longa pena de prisão, o motorista será inocentado de tudo e o conselho escolar de Fulton (aquele que dispensou o monitor) será reeleito.

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