sexta-feira, 27 de março de 2020

A segurança da saúde pública

Os Estados Unidos da América acabam de assumir a liderança mundial - mais uma! - do número de infectados pela Covid 19, essa insidiosa gripezinha que vem causando alguns transtornos (ora, o que são 6 ou 7 mil mortes?) nos países do Primeiro Mundo cujos líderes, por serem também de Primeiro Mundo, identificaram-na como apenas uma gripezinha: Itália, Espanha, Reino Unido, etc.

Mas nos EUA, claro, a coisa é diferente, seu sistema de saúde (?) é de Primeiríssimo Mundo. Basta você ter um Seguro Saúde. Seguro é segurança. Bem, a recíproca é verdadeira...

Um adolescente de 17 anos de Lancaster, Califórnia, que na véspera estava vendendo saúde, procurou o posto de atendimento médico local com os sintomas da gripe. O atendimento foi recusado, pois ele não tinha seguro saúde. O garoto morreu no mesmo dia. Ora, primeiro, como ele foi pegar essa doença que, segundo os sábios neoliberais, é coisa de velho? Depois, como, na terra do pragmatismo, ele foi cobrar segurança quando não tinha seguro?

No mesmo dia a mesma coisa aconteceu na Luisiana, um adolescente insegurado morreu na porta do hospital. Ora, quantos mais desses jovens inconsequentes existirão entre os (por enquanto) 86.012 contaminados pela Covid-19 nos EUA? Garanto que o Boris Johnson (um dos 14.751 contaminados do Reino Unido) tem seguro!

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