domingo, 24 de maio de 2015

Nada de novo nos EUA

Durante uma perseguição a um carro em Cleveland, Ohio (EUA), os policiais atiraram 137 balas no veículo, transformando-o, literalmente, numa peneira (veja foto). Dentro dele, havia um casal de pessoas negras, desarmadas. Quando o carro parou, o bravo policial acima, Michael Brelo, no melhor estilo Rambo, pulou sobre o capô e disparou mais 15 tiros nos ocupantes, através do para-brisas. Ao todo, ele disparou 34 tiros contra o veículo.

Os dois negros morreram, claro. Diante da grita que se ergueu contra tal procedimento, Brelo foi julgado por "homicídio involuntário" e (que novidade!) absolvido de qualquer acusação. Deixando de lado a curiosa interpretação de que disparar 34 tiros contra duas pessoas seja um homicídio involuntário, a absolvição do gendarme provocou o que se esperava: centena de pessoas foram às ruas protestar contra a cinematográfica matança e dezenas foram presas. (Veja aqui.)

Seis meses atrás a mesma Cleveland (mas não sua polícia ou sua justiça) ficara chocada quando outro bravo policial matou um menino de 12 anos (Tamir Rice) que brincava em um parque com uma faca de plástico. Tamir, claro, era negro, então o policial não viu necessidade de esclarecer os fatos antes de atirar contra ele e matá-lo. As demais autoridades concordaram.

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