sábado, 21 de dezembro de 2013

Happy Hour

Barack Obama, David Cameron e Helle Thorning Schmidt, respectivamente governantes dos EUA, da claudicante Inglaterra e da Dinamarca, todos países do primeiríssimo mundo, num momento de descontração digno de uma happy our, se autofotografaram sorridentes e festivos... em pleno memorial fúnebre de Nelson Mandela. Imaginem se os governantes da África do Sul, do Brasil e de Cuba (que lá também estavam, embora mais comedidos) tivessem feito o mesmo durante os funerais de John Kennedy: a grita que os estadunidenses fariam diante de tão flagrante desrespeito. Coisa de gentinha do terceiro mundo, diriam...

Embora Kennedy tenha sido apenas um político como outro qualquer, que virou "santo" quando foi morto pela Máfia, que se sentiu abandonada após ter ajudado a elegê-lo, e Mandela tenha sido um dos maiores líderes da humanidade, ambos mereciam todo o respeito em seus memoriais. Claro, os EUA e a Inglaterra nunca respeitaram os negros da África do Sul. Até 2009, Mandela constava da lista oficial de terroristas dos EUA. Tatcher, que, da mesma forma que o fantoche hollywoodiano Ronald Reagan, mais de uma vez o classificou como terrorista em seus discursos, foi obrigada a voltar atrás pela pressão de países africanos e asiáticos, que ameaçaram sair da Comunidade Britânica. Os EUA e Israel foram os grandes aliados do apartheid, fornecendo dinheiro, tecnologia, apoio bélico e armas aos racistas, então não é de espantar que Mr. Obama, mesmo sendo meio negro, não estivesse dando muita bola para a cerimônia de que participava.

Com líderes do primeiro-mundo como esses três, já dá para sentir uma enorme saudade antecipada do Madiba.

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