Neste momento em que as chamadas igrejas evangélicas (também conhecidas como igrejas caça-níqueis, teologia do templo é dinheiro ou Super Igrejas de Cristo S. A.) atingem o ápice de visibilidade em nosso país, cabe acalentar uma esperança: chegaremos à perfeição do Cinturão da Bíblia?
Cinturão da Bíblia (em português coxinha, Bible Belt) é aquela porção dos Estados Unidos da América que é dominada por um protestantismo (?) fanático, fundamentalista, profundamente intolerante. Ela inclui Alabama, Arkansas, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Flórida, Geórgia, Kansas, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Missouri, Oklahoma, Tennessee, Texas, Virgínia e, last but not least, Virgínia Ocidental. Mas, Aleluia!: em todos os outros gloriosos estados há bolsões florescentes da mesma mentalidade.
Como os EUA são o país das estatísticas, uma consulta aos números de suas instituições públicas revela que o Cinturão da Bíblia é também o cinturão do maior índice de homicídios e de criminalidade em geral, dos maiores índices de pobreza, dos maiores índices de mortalidade infantil, dos maiores índices de gravidez adolescente, do menores índices de expectativa de vida, dos maiores índices de fumantes, dos maiores índices de obesidade, dos maiores índices de divórcios e (pasmem!) dos maiores índices de pornografia gay. Ora, não sejamos intolerantes, os gays de lá, necessariamente enrustidos (você sabe, God hates fags) precisam de uma maneira de aplacar os desejos de seus corpos balofos e branquicentos.
Ah, já ia esquecendo. Os estados americanos acima foram citados em ordem alfabética, como de praxe. Isto não seria necessário no Cinturão da Bíblia, lá é também o cinturão dos maiores índices de analfabetismo.

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