Conforme números divulgados esta semana pelo Government Family Food, órgão do governo Britânico, cerca de 6,4 milhões de pessoas passam fome no Reino Unido. Os que têm pouco para comer, ainda comem mal, pois a busca por calorias os leva aos alimentos de alto valor calórico e baixo valor nutritivo, o que preocupa instituições como o Child Poverty Action Group, que constata a impossibilidade de uma família pobre arcar com o básico para a sobrevivência: aluguel, alimentação e aquecimento - cujo custo supera em muito a inflação os salários e os benefícios. Entre 2001 e 2014, a diferença no acesso à comida entre os mais ricos e os mais pobres aumentou em 15%. Crianças que crescem mal nutridas são crianças com mais possibilidades de adoecer. Por outro lado, o NHS, a saúde pública britânica, só na primeira metade de dezembro, desmarcou 3113 cirurgias eletivas e 161 cirurgias de emergência, por não ter condições de realizá-las. É a herança maldita de Margareth Tatcher, com os aprimoramentos dados por David Cameron - cujo governo, para manter a ilusão de ser a 6ª economia no mundo, incluiu no cálculo do PIB britânico o dinheiro gerado pela prostituição e pelo tráfico de drogas.


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