Semana passada, a Justiça italiana negou a extradição de Henrique Pizzolato, alegando que as prisões brasileiras apresentam condições cruéis e desumanas. No que diz respeito à maioria de nossas cadeias, ela tem razão.
O escândalo do momento em Roma foi a absolvição pela mesma Justiça italiana de 11 envolvidos na morte de Stefano Cucchi (foto acima), que morreu quando estava detido na Prisão Regina Coeli, em Roma, no que parece ser apenas um de uma série de abusos cometidos pela polícia local. O jovem Stefano, um homem franzino de 31 anos, foi levado da prisão ao hospital com severa desidratação, duas vértebras fraturadas e rompimento de vários órgãos internos. Morreu em uma semana. Durante o tempo em que ele esteve hospitalizado, não permitiram que qualquer membro da família o visitasse - só o viram depois de morto.
Embora os sinais de tortura fossem evidentes, a polícia alegou que ele acidentalmente caiu da escada, na prisão. A Anistia Internacional assumiu os protestos da família, que perdeu a causa na Justiça, e deu publicidade à denúncia. Agora vários políticos estão pedindo que a investigação do caso seja retomada. Em janeiro de 2013, a Corte Europeia de Direitos Humanos multou a Itália em 100 mil euros pelas condições inumanas a que os prisioneiros italianos são submetidos. Se quiserem mais detalhes, vejam aqui.
Bem, pelo menos a Justiça italiana se preocupa com as prisões do Brasil

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